O que é o AMOR?

O Amor é uma experiência de profunda entrega, que requer fé, confiança e coragem. A entrega não é a submissão à vontade do outro. A entrega é ceder docilmente ao interior dos teus próprios sentimentos, vulnerabilidade, intuição e consciência – o teu eu escondido, o teu eu desconhecido. A entrega é apaixonares-te por ti próprio/a!

Descobres esta sensação de amor no ventre da tua mãe. É este o teu primeiro contato, onde um sentimento de bem-estar e acolhimento te envolve.

Por curiosidade: nas primeiras 12 semanas da evolução pré-natal ainda não existe cordão umbilical que nos alimente ou nutra. Somos apenas nutridos pelo vínculo às paredes uterinas da nossa mãe. Forma-se, então, depois o cordão umbilical, que parece satisfazer todas as nossas vontades e necessidades. Até nascermos somos nutridos por toda a informação e amor que nos chega através deste forte cordão.

 

Então e que ligação posso fazer com este processo e as relações amorosas?

Anos mais tarde, o que pode acontecer nas relações é que tentas recriar este cordão umbilical que aparentemente já foi cortado. Pensas que se encontrares alguém muito amoroso e carinhoso, e que satisfaça todas as tuas necessidades, poderás novamente ter aquela sensação de calor e amor. Mas isto pode ser trágico.

O Amor é muito mais do que ter as nossas necessidades satisfeitas.

Teres as tuas necessidades satisfeitas é uma questão de sobrevivência. Teres o amor que desejas e mereces é uma questão de qualidade de vida. Quando sabes que a tua sobrevivência está assegurada, então e só então podes livremente dar a tua atenção à qualidade da tua existência, e é aqui que está o nascimento de uma vida amorosa saudável.

Quando sabes tomar conta de ti próprio/a, és independente. E quando duas pessoas independentes concordam em ser responsáveis um perante o outro, não o fazem por necessidade, mas sim porque estão abertos a ser apoiados. É um apoio, não uma dependência.

 

Porque tenho determinados padrões relativamente ao Amor?

Na infância aprendes coisas relativamente ao Amor que te levam a criar determinadas crenças, como por exemplo, aprendes que o amor é algo que consegues através de um comportamento apropriado. Se te portares bem recebes x coisa, mas caso te portes maç, ficas de castigo. Então tu queres fazer de tudo para teres um bom comportamento e seres merecedor/a do amor, da aprovação.

E o que acontece é que muitas vezes te anulas. E um amor nunca pode ser baseado na auto anulação.

Os teus relacionamentos estarão sempre bloqueados e o teu coração estará sempre fechado, na mesma medida em que não perdoares os teus Pais. Não é possível criar uma ligação verdadeira com um parceiro/a enquanto não libertares os teus pais. Pois, aquilo que não te agrada nele/a é frequentemente aquilo que ainda não perdoaste nos teus pais.

As tuas crenças relativamente ao amor, vêm dos teus pais!

Então há que fazer um trabalho de perdão, aceitação e compaixão relativamente a tudo o que envolve o teu passado.

Exemplo pessoal – Cresci com a crença de que não era desejada e que não devia ter nascido para que a minha mãe não sofresse (culpa). Os comportamentos que desenvolvi foram:

  • não merecimento e medo de magoar o outro (e por isso anulava-me);
  • necessidade de aprovação ao querer agradar e moldar-me “às modas” e ao que era popular;
  • necessidade não-saudável de reconhecimento externo;
  • necessidade de estar sempre a ajudar os outros (para não me sentir tão culpada);
  • estar sempre a querer mudar e não me sentir bem nem confortável em lado nenhum (pela não-aceitação e sentimento de não ser desejada).

Ao longo destes anos fiz um trabalho interno intenso: trabalho de crenças e limpeza de ervas daninhas, cura das feridas, ter a coragem de ouvir o coração e calar o ego, trabalho intenso de perdão aos pais e a mim.

 

O amor é muito mais do que teres uma aprovação! O amor é muito mais do que uma máscara. Não precisas de inventar uma personagem, para que a tua “cara metade” fique na tua vida. Quando há amor, respeito e verdade, se tiver que ser teu, será!

Mas porque é que é tão difícil explicar o Amor? 

Porque, na nossa cultura, tentamos combinar dois aspectos do amor muito opostos numa só definição. Quanto mais falamos sobre o amor, mais caímos em contradição, e, quando encontramos um aspecto do amor em conflito com outro, desistimos, confusos e frustrados, e concluímos que o amor é muito pessoal, muito misterioso e muito enigmático para se definir precisamente.

Amor e paixão, que diferença?

Os gregos usaram palavras diferentes, eros e agape, para fazer uma distinção entre as duas formas bem diferentes de experimentar o que chamamos de “amor”. Eros, refere-se ao amor apaixonado, enquanto que agape descreve o relacionamento estável e com compromisso, livre de paixão, que existe entre duas pessoas que se importam bastante uma com o outra.
Eros diz: o amor verdadeiro é um desejo avassalador e desesperado pelo bem-amado, que é distinguido como diferente, misterioso e esquivo. A profundidade do amor é medida pela intensidade da obsessão pela pessoa amada. Resta pouco tempo ou atenção para outros interesses ou atividades, pois muita energia está concentrada na lembrança de encontros passados ou na imaginação de encontros futuros. Frequentemente, devem-se superar grandes obstáculos, e, dessa forma, há o aspecto sofrimento no amor verdadeiro. Outra indicação da profundidade do amor é a predisposição em suportar a dor e a opressão por amor ao relacionamento. Estão associados ao amor verdadeiro os sentimentos de excitação, êxtase, drama, ansiedade, tensão, mistério e anseio.
Agape defende: O amor verdadeiro é o companheirismo com o qual duas pessoas que se gostam estão profundamente em compromisso. Essas pessoas possuem muitos valores, interesses e objetivos básicos em comum, e toleram saudavelmente as suas diferenças individuais. A profundidade do amor é medida pela confiança e respeito mútuos. O relacionamento permite a cada um ser mais inteiramente expressivo, criativo e produtivo no mundo. Há uma grande alegria nas experiências compartilhadas, tanto do passado quanto do futuro, e também naquelas que são antecipadas. Cada um vê o outro como o seu amigo mais querido e mais estimado. Outra medida da profundidade do amor é a predisposição em olhar para si mesmo de forma honesta para promover o crescimento do relacionamento e o aumento da intimidade. Estão associados ao amor verdadeiro os sentimentos de serenidade, segurança, devoção, compreensão, companheirismo, apoio mútuo e conforto.
Eros, o amor apaixonado, é o que a mulher que ama demais normalmente sente pelo homem impossível. Na verdade, é por ele ser impossível que existe tanta paixão. Para que a paixão exista, é necessário haver conflitos e obstáculos contínuos para serem superados, um anseio por mais do que está disponível. Paixão significa literalmente sofrimento, e, frequentemente, quanto maior o sofrimento, mais intensa é a paixão. A intensidade emocionante de um caso de amor apaixonado não pode ser atingida pelo conforto mais doce de um relacionamento estável e compromissado, de forma que, se fosse para ela receber finalmente do objecto de sua paixão o que deseja tão ardentemente, o sofrimento cessaria e a paixão logo se acabaria. Então talvez ela dissesse a si mesma que desistiria do amor, porque a dor agridoce não existiria mais.
Apaixonares-te é o eufemismo romântico para uma dependência infantil. É o oposto de viver em amor.
O que normalmente acontece é que num relacionamento apaixonado, abastecido como deve ser com a excitação, o sofrimento e a frustração de um novo amor, há o sentimento de que há algo muito importante que falta. O que se quer é compromisso, um meio de estabilizar a experiência emocional caótica e de proporcionar um sentimento de proteção e segurança. Se o que se opõe ao facto de estarem juntos for superado, e se for conseguido um compromisso genuíno, irão finalmente olhar-se e perguntar-se para onde foi a paixão. Sentem-se protegidos, aquecidos e amáveis um com o outro, mas um pouco enganados, também, porque já não estão entusiasmados com o desejo um pelo outro. O preço que pagas pela paixão é o medo. E a mesma dor e medo que alimentam o amor apaixonado podem também destruí-lo. O preço que pagas pelo compromisso estável é o aborrecimento; e a mesma protecção e segurança que solidificam o relacionamento podem também torná-lo inflexível e inerte.
Para haver excitação e um desafio contínuo num relacionamento, após um compromisso, há que basear-se não na frustração ou anseio, mas sim na exploração. E esta exploração engloba o conhecimento um do outro,  a confiança, o respeito, a comunicação, a compaixão, o descobrimento de novos gostos, o perdão, a exploração.

O amor é muito mais do que amares demais.

E amar demasiado não significa amares muitos homens/mulheres, ou apaixonares-te com muita frequência (ou mesmo ter um grande amor genuíno por alguém). Significa, na realidade, ficar obcecado/a por alguém e chamar isso de amor, permitindo que esse sentimento controle as tuas emoções e boa parte do teu comportamento. E mesmo que percebas que tem influência negativa sobre tua saúde e bem-estar, ainda assim achas-te incapaz de te opores a ele. Significa medir a intensidade do teu amor pela quantidade de sofrimento.

Antes de quereres amar a dois, deves aprender a amar a um! Amares-te em primeiro lugar para depois sim, amares o outro em pleno!

É seguro amar de novo! É seguro confiar de novo!

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Existem várias ligações que posso fazer acerca deste tema, mas fica para um novo post 🙂

Por experiência própria, sei bem o que é ter o dilema do Amor e por isso abri-me à cura neste sentido. O desbloquear foi tanto que prometi a mim mesma que iria ajudar outras pessoas no que toca ao Amor. Neste sentido e face aos pedidos, decidi abrir uma mentoria com o objetivo de te dar ferramentas para que ultrapasses possíveis bloqueios.

Sente-te à vontade para pedir mais informações (info@carinapalma.pt).

 

Com Amor,
Carina

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Carina