A culpa é uma fuga do sentir. A culpa pode levar à separação e é o fosso que protege o castelo do ego.

Quando sentes culpa, estás a sabotar a tua vida nalguma área, pois subconscientemente não te sentes merecedor/a de um sucesso completo. Normalmente quando sentes culpa, tens tendência a arranjar uma desculpa como “há algo de errado comigo” ou “não sou merecedor/a”, o que faz com que confirmes o teu maior medo acerca de ti próprio/a.

A culpa faz com que algumas pessoas que se tornam bem sucedidas de um dia para o outro, destruam o seu próprio sucesso (como quem diz a elas próprias). O seu consciente tem dificuldade em reconciliar a sua fama repentina com a sua baixa autoestima do passado.

A culpa é portanto a máfia da mente. É um plano de proteção que vendes a ti próprio/a para evitar um castigo antecipado. Só que isto implica autopunição. Ou seja, o pensamento subjacente à culpa é “se eu conseguir sofrer o suficiente serei perdoado/a” ou “se eu me punir o suficiente, talvez as pessoas tenham pena de mim e não me magoem mais.”

Existem muitas causas e fatores à volta da culpa. E torna-se necessário perceber qual é a  sua origem. Muitas vezes pode vir do nascimento e depois ter repercussões em situações futuras. E podes sentir culpa em determinadas situações e pode manifestar-se de várias formas.

Não interessa até que ponto te punes e culpas a ti próprio/a, a culpa nunca está realmente satisfeita até que se lambam bem as feridas.

Então aqui surge o perdão que vem estender o braço à culpa. O amor-próprio e o auto-perdão são os antídotos da culpa (sim, porque a culpa é o resultado da auto-desaprovação, não-merecimento).

Ao tomares consciência de que sentes culpa ou que culpas os outros, sabes que o caminho é o auto-perdão e perdão aos outros. E o primeiro passo para a transformação é mesmo este: a consciência. Depois disso toma o teu tempo. Mas tenta não permanecer por demais na mesma casa. Aceita que estás num processo e faz um pacto contigo de que és capaz e queres ir para o próximo passo.

Deixa que o perdão abrace a culpa. Permite que ele lhe mostre como se abre o coração.

Reflete:

  • do que é que eu me culpo?
  • do que é que eu culpo os outros?
  • o que é que eu preciso perdoar que ainda não perdoei?

Percebe os padrões e integra. Faz uma lista de tudo o que sentes culpa e noutra lista ao lado perdoa (e se não conseguires para já sentir este perdão com confiança, aceita).

Por exemplo:

Lista 1: Sou culpada por ter acabado a relação.

Lista 2: Eu perdoou-me por ter pensado que era a causadora da separação. (Sou humana e todos os humanos vivem em aprendizagem. E para além disso todos temos feridas para trabalhar)

OU

Eu aceito que neste momento me sinto culpada, mas sei que o caminho é o do perdão.

Exemplos de gatilhos referentes à culpa:

  • Eu sou o que sou. E sou inocente.
  • Eu perdoo-me por pretender ser culpado.
  • Eu perdoo-me completamente.
  • Eu perdoo-me pela minha dependência da minha crença limitadora.
  • Eu amo-me e os outros não são um problema meu.
  • Eu consigo ter compaixão pelos outros sem carregar a sua dor.
  • Eu não preciso pecar nem sofrer para ganhar mais.
  • Eu sou digno de amor ganhe ou perca.
  • As pessoas estão seguras na minha presença. E se estão seguras na minha presença, não precisam da minha proteção.
  • Eu estou seguro na presença dos outros, por isso sou livre de me expresar plenamente.
  • Eu mereço ter sucesso.
  • Eu mereço amor.

 

Para mim, iniciar o trabalho do perdão a mim própria e aos meus pais foi desafiante mas completamente transformador! Apoiou-me no meu autoconhecimento e evolução e ajudou-me a mudar a percepção que tenho em relação a vários temas, incluindo também os relacionamentos.

Se sentires trabalhar mais estas questões, não hesites em contactar-me. Estou disposta a ajudar-TE!

Com Amor
Carina

2 Comentários

    • Márcia F.

    Sempre incrível Carina, grata pela partilha de conhecimentos e muita força com o blog 💛

    13 de Janeiro, 2020
      • Carina Palma

      Muito grata pelo Feedback e pelo teu tempo de leitura 💛

      13 de Janeiro, 2020

Deixe o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Coloca o teu nome e o teu email para receberes o meu ebook grátis sobre autocuidado
Carina